Estante cremalheira, plantas e arte dão alma a esse décor

Após uma reforma a cliente queria encher de aconchego esse apartamento no centro de SP.

A querida Wans Spiess chamou o Buji ao seu iluminado apartamento para que ajudássemos a decorá-lo com o amor e cuidado que as memórias merecem:

Meu avô comprou o apto na planta. Ele nunca chegou a morar lá, era para investimento e, por isso, durante muito tempo foi ocupado por inquilinos. Já nos últimos 20 anos um dos meus primos morou lá. E no ano passado eu resolvi fazer uma oferta de compra para a família. Passei o ano todo reformando tudo: da fiação a algumas paredes. E agora falta preenche-lo de histórias, aquelas que já tenho e as que ainda vou criar.

Wans Spies clicada por Ilana Bessler para projeto Habitado.Projeto

Localizado no centro de São Paulo, no icônico edifício Planalto, projetado por Artacho Jurado, o apartamento de 70m² havia sido reformado pela arquiteta Luciana Delle Vedove. Manter a luminosidade e amplitude do projeto, mas ao mesmo tempo associar cor e espaço para abrigar um mundo de lembranças de sua nova dona, que é uma cidadã do mundo, foi o delicioso desafio desse projeto cujo making of você pode acompanhar clicando aqui.

Estante cremalheira para abrigar muitos itens

Estante cremalheira da Oh, Eu que fiz

Uma das muitas coisas que a cliente manteve guardadas em caixas durante o período “meio nômade” que antecede à compra do apê eram livros e pequenos objetos que ela foi adquirindo em viagens pelo mundo ou ganhando de presente de amigos e parentes. Foi então que encomendamos à querida Joici Ohashi, da Oh, Eu que fiz, uma estante cremalheira, que permite à dona da casa adaptar a disposição das prateleiras de tempos em tempos ou quando uma nova peça for adquirida e necessitar de um espaço diferente. Além disso a estante abriga uma pequena bancada, que é usada para apoiar o notebook, mas que pode ser retirada em dias em que o apê recebe mais pessoas, para abrir mais espaço.

Estante cremalheira com prateleiras ajustáveis da Oh, Eu que fiz

Prateleira com livros na sala

estante cremalheira da Oh, Eu que fiz, permite adaptar a disposição das prateleiras de tempos em tempos

Prateleiras com plantas e livros na sala

Bancada para notebook, mas que pode ser retirada

Cristaleira para proteger objetos mais delicados

Melhor forma de guardar louças antigas é numa cristaleira

Louças herdadas da avó e copos que a cliente costuma ganhar dos amigos que a visitam eram dois itens que precisavam de um cantinho especial. Além disso a Wans tinha um sonho antigo de ter desses móvel tipo farmacinha. A peça foi então adquirida no Mercado Livre e restaurada de forma impecável pela Casa Grim. Um pouco mais da história do restauro da cristaleira pode ser vista clicando aqui.

Sala com planteas e louças na cristaleira

sala com mistura de referências e divisória de cobogó

No quarto, a simplicidade e o carinho das memórias

Quarto retrô com memórias e cômoda

Umas das coisas que a gente SEMPRE defende em qualquer projeto de decoração que fazemos é que o cliente vá se adaptando ao ritmo do espaço e deixando que muito dos itens “digam” com o tempo o lugar onde deveria estar. Com as delicadas cortinas executadas pela Silvia Serra e a antiga cômoda da avó lindamente repaginada pela Casa Grim, coube a nós selecionar em meio aos itens da cliente itens como porta-retratos e colcha de renda, colocar o despertador que estavam guardados, e colocar uma plantinha no simpático banquinho Yumi, comprado na Fernando Jaeger pronto pra levar,  para iniciar uma decoração simples que pode ser construída pela própria cliente à medida que ela sinta a rotina do espaço.

Cama com colcha e almofadas de crochet e boneca de pano

Cortina leve para passar a luz no quarto de dormir

Memórias, bijuterias e leitura em cima da cômoda

Cômoda com puxadores trocados

O banco de marcenaria vira uma mesinha de cabeceira

Paredes claras no quarto

Cobogó separa os ambientes, mas mantém iluminação e ventilação

Cozinha com mesa de madeira “pra esquentar”

Mini copa com quadros e iluminação para mesa

Graças ao projeto bem pensado, a cozinha recebe uma linda luz filtrada pelos cobogós. O desejo da Wans é que a decoração desse espaço fosse aconchegante e “feita pra usar mesmo”. Quando nos chamou ela já havia adquirido uma mesa de madeira de demolição “pra ir sendo marcada e fazendo história com o uso!”, e nós completamos o espaço orientando escolhas como a cadeira Iaiá, da Fernando Jaeger pronto pra levar. Trazendo ainda para esse espaço o quadro do Cláudio Novaes, emoldurado na Casa Castro, uma luminária de metal que transformamos em pendente, e o colorido buquê da designer floral Alessandra Lima, com quem a Wans fez uma assinatura de flores,  o que permite que o ambiente mude de cara e de energia periodicamente.

Louças de café vintage

Louças de café herdadas da avó

Cobogó, pendente de metal e quadro com motivo gráfico

Mini estantes para objetos de coleção e afeto

Quadros fazem a transição da sala para a copa e cozinha

Uma parede lotada de poesia, arte e afeto

 calígrafo Fábio Maca na parede entrada

Livros e objetos decoram a sala

Tecidos da Índia na decoração da sala

Parede com quadros e lembranças de viagem

“Meninas eu gosto muito do meu sofá, ele tá novo e é um sofá-cama super confortável, pensei em colocar uma manta e umas almofadas trazidas da Índia e deixar a compra de um novo pra depois, o que vocês acham?”. Nem precisa dizer que amamos quando recebemos essa mensagem da cliente né?! Fora isso a possibilidade de fazer uma parede com peças de vários artistas dos quais somos fãs dispensava qualquer necessidade de investir num sofá novo pra encontrar beleza. Um texto do queridíssimo calígrafo Fábio Maca ganhou lugar na parede entrada, e a “galeria” acima do sofá recebeu quadros trazidos de viagem, como as telas africanas compradas de um artista de rua em Arusha (Tanzânia) ou de artistas como: Keiji Arano (moldura vermelha),  cerâmica trazida de viagem com as 3 cidades sagradas de Israel, Marc Chagal, ilustração da artista Carol Lefevre e aquarela presenteada pela mãe.

Parede com lembranças de viagem, quadros e tapeçaria

Mis de referências nos cantos da sala

Cachepot azul da selvvva

Destaque também para a tapeçaria Espelho da artista Eglair Quicolli. A peça, feita com sisal folheado à ouro e tramas sinuosas, cristal bruto jaspe amarelo cristalizado (autoconhecimento, memória e cura), se transformou na parceira ideal para o cachepô friso petróleo das nossas parceiras queridas Selvvva. E deixam ainda mais cheios de boas energias o cantinho ao lado, onde fixamos o altar.

Cantinho para meditar e praticar ioga

Canto da meditação com nicho de madeira da Oh, eu que fiz

Desde a primeira visita, a cliente havia sido categórica sobre a necessidade especial de um cantinho para meditação. Escolhemos um espaço perto da janela e encomendando à Joici Ohashi, da Oh, eu que fiz (a mesma marca responsável pela estante cremalheira) um nicho de madeira no qual a Wans pudesse abrigar seus diversos itens de conexão com o sagrado, mesmo aqueles do tipo baguncinha, a escolha do nicho se deu justamente para que ela não precisasse expor somente o que é esteticamente fácil de organizar.

A decoração está nos detalhes. E são esses detalhes, essa história que você tem ali na sua casa, as lembranças, é que fazem aquele lugar ser único e ser o seu lar.

Objetos e memórias fazem parte da decoração dessa sala

Chão com tacos de madeira

cachepot Branco da Selvvva

Suporte para planta azul royal da Selvvva

Livros fazem parte da casa

Casa para morar e gostar de estar

Uma cadeira Acapulco azul que a cliente já tinha e que se transformou no nosso maior xodó, um vaso com espada de São Jorge encomendado à designer floral Alessandra Lima, quadros, plantas e cachepôs comprados na loja Selvvva, juntamente com uma infinidade de itens que claramente sorriem e agradecem por terem finalmente saído das caixas e plásticos bolha, são a graça dessa decoração real que é a cara da querida Wans Spiess. Desejamos a ela e todos que alugarem esse apartamento no Airbnb momentos de muita luz e boas energias.

Fotos: Ilana Bessler para projeto Habitado.Projeto